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Graduanda em Química (licenciatura) pela Universidade Estácio de Sá e em Teologia pela Universidade Estácio de Sá. É pós-graduada, MESTRADO, pela ENSP/ FIOCRUZ em Ciências (2004) e pós-graduada LATO SENSU em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho pelo DECISUM/ UGF (2008-2009). Possui graduação em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro/ FND/ UFRJ (2007), graduação em Filosofia (bacharelado) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro/ UERJ (2006), graduação em Ciências Sociais (bacharelado) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro/ UFRJ (2002) e graduação em História (bacharelado e licenciatura) pela Universidade Federal Fluminense/ UFF (2000) e cursa especialização em Astronomia Planetária pela Academy Space.

Resumo

Roberto Burle Marx (1909-1994) foi um renomado arquiteto paisagista, botânico, pintor e ecologista brasileiro. Sua abordagem inovadora na composição de jardins, inspirada na flora nativa do Brasil, revolucionou o paisagismo mundial. Este artigo examina sua trajetória, suas principais obras e sua influência no design de espaços verdes. Também são abordadas suas contribuições para a botânica e a conservação ambiental.

Introdução

Roberto Burle Marx é considerado um dos pais do paisagismo moderno. Sua obra une arte, ecologia e arquitetura, promovendo o uso de plantas tropicais em composições inovadoras. Ao longo de sua vida, ele desenvolveu técnicas e conceitos que transformaram a maneira como os espaços urbanos são projetados.

Biografia

Nascido em São Paulo, em 1909, Burle Marx mudou-se ainda jovem para o Rio de Janeiro. Seu interesse por botânica começou quando estudava pintura na Alemanha, onde percebeu a valorização de plantas tropicais brasileiras em jardins europeus. Retornando ao Brasil, passou a pesquisar e coletar espécies nativas para compor seus projetos paisagísticos.

Contribuições para o Paisagismo

Burle Marx inovou ao utilizar plantas tropicais em arranjos modernistas, rompendo com o tradicional estilo europeu. Suas principais características incluem:

  • Uso de formas geométricas e curvas sinuosas;
  • Valorização da vegetação nativa brasileira;
  • Integração entre paisagismo, arte e urbanismo.

Principais Obras Entre seus projetos mais icônicos estão:

  • Aterro do Flamengo (Rio de Janeiro, Brasil): um dos maiores parques urbanos projetados por Burle Marx;
  • Jardins do Palácio da Alvorada (Brasília, Brasil): criados para a residência oficial da presidência;
  • Calçadão de Copacabana (Rio de Janeiro, Brasil): mosaico icônico inspirado em padrões de ondas portuguesas;
  • Instituto Inhotim (Minas Gerais, Brasil): conjunto paisagístico que harmoniza arte contemporânea e natureza.

Contribuições para a Botânica e Conservação Ambiental

Burle Marx foi um defensor da conservação da flora brasileira. Descobriu e catalogou diversas espécies botânicas, incentivando a proteção de ecossistemas ameaçados. Sua propriedade em Guaratiba, hoje transformada no Sítio Roberto Burle Marx, é um centro de pesquisa e conservação ambiental.

Legado e Influência

Seu trabalho influenciou gerações de paisagistas e arquitetos. O reconhecimento internacional veio com prêmios e exposições, consolidando sua importância na história do paisagismo mundial. Sua abordagem sustentável e artística continua a inspirar novos projetos urbanísticos.

Conclusão

Roberto Burle Marx revolucionou o paisagismo ao integrar arte, ecologia e urbanismo. Seu legado permanece vivo em jardins e parques ao redor do mundo, reafirmando sua posição como um dos maiores paisagistas do século XX.

Bibliografia

Lima, Lauro Cavalcanti. Roberto Burle Marx: A Modernidade do Paisagismo. Editora Cobogó, 2019.

Tabacow, Isabela Ono. Sítio Roberto Burle Marx: Um Tesouro Botânico e Paisagístico. Editora Capivara, 2021.

Marx, Roberto Burle. Arte e Paisagem: Reflexões de um Artista-Paisagista. Editora Revan, 2000.

Turner, Tom. Garden History: Philosophy and Design 2000 BC – 2000 AD. Routledge, 2011.

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