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Graduanda em Química (licenciatura) pela Universidade Estácio de Sá e em Teologia pela Universidade Estácio de Sá. É pós-graduada, MESTRADO, pela ENSP/ FIOCRUZ em Ciências (2004) e pós-graduada LATO SENSU em Direito do Trabalho e Processo do Trabalho pelo DECISUM/ UGF (2008-2009). Possui graduação em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro/ FND/ UFRJ (2007), graduação em Filosofia (bacharelado) pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro/ UERJ (2006), graduação em Ciências Sociais (bacharelado) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro/ UFRJ (2002) e graduação em História (bacharelado e licenciatura) pela Universidade Federal Fluminense/ UFF (2000) e cursa especialização em Astronomia Planetária pela Academy Space.

Resumo

A jardinagem é uma prática milenar que evoluiu de espaços utilitários para paisagens estéticas e culturais sofisticadas. Este artigo examina sua história desde as primeiras civilizações até os dias atuais, destacando os principais jardins, os responsáveis por seu cultivo, as espécies vegetais mais comuns e a influência da jardinagem na sociedade. Também são discutidas as principais ferramentas e acessórios utilizados ao longo do tempo.

Introdução

A jardinagem desempenha um papel fundamental na história da humanidade, seja como fonte de alimentos, espaço de lazer ou expressão artística. As práticas de cultivo refletem os valores culturais e avanços tecnológicos de cada época.

A Jardinagem na Antiguidade

Os primeiros registros de jardinagem surgem em civilizações como a Mesopotâmia, Egito, Grécia e Roma. Os Jardins Suspensos da Babilônia (600 a.C.), uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo, são um exemplo da sofisticação alcançada nessa época. Os egípcios cultivavam jardins em templos e palácios, e os romanos desenvolveram jardins ornamentais e hortas em suas vilas.

A Jardinagem na Idade Média

Durante a Idade Média, os jardins eram encontrados principalmente em mosteiros, onde eram cultivadas ervas medicinais e hortaliças. Os jardins islâmicos, inspirados no conceito de paraíso, apresentavam fontes e espaços sombreados, como os famosos jardins da Alhambra, na Espanha.

A Jardinagem no Renascimento e no Período Barroco

O Renascimento trouxe o conceito de jardins simétricos e geométricos, exemplificados nos Jardins de Boboli, na Itália. No período barroco, a jardinagem atingiu seu auge na França com os Jardins de Versalhes, projetados por André Le Nôtre para o rei Luís XIV.

A Revolução Industrial e os Jardins Urbanos

Com a Revolução Industrial, surgiram parques e jardins urbanos, como o Hyde Park, em Londres, e o Central Park, em Nova York, projetado por Frederick Law Olmsted. A jardinagem passou a ser acessível a um público mais amplo.

A Jardinagem na Era Moderna

Nos séculos XX e XXI, a jardinagem incorporou conceitos sustentáveis, como jardins verticais, hortas urbanas e paisagismo ecológico. O movimento dos jardins botânicos, iniciado no Renascimento, ganhou força com instituições como o Kew Gardens, no Reino Unido.

Plantas, Ferramentas e Acessórios

Plantas como rosas, tulipas, lavanda e samambaias foram populares ao longo da história. Ferramentas como enxadas, podadeiras e regadores evoluíram conforme a tecnologia avançava. Estufas e sistemas de irrigação também impulsionaram a jardinagem moderna.

Conclusão

A jardinagem evoluiu de uma necessidade básica para uma forma de arte e ciência. Sua história reflete o desenvolvimento das sociedades e continua a se transformar com inovações tecnológicas e preocupações ambientais.

Bibliografia

Hobhouse, Penelope. Gardens: A History. Oxford University Press, 2004.

Turner, Tom. European Gardens: History, Philosophy and Design. Routledge, 2011.

Hunt, John Dixon. The Afterlife of Gardens. Reaktion Books, 2004.

Musgrave, Toby. The Garden: A History in 100 Objects. Thames & Hudson, 2020.

Jellicoe, Geoffrey & Jellicoe, Susan. The Landscape of Man: Shaping the Environment from Prehistory to the Present Day. Thames & Hudson, 1995.

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